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BRASIL, Sudeste, SAO CAETANO DO SUL, SANTA PAULA, Homem, de 26 a 35 anos, Arte e cultura, Livros
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MPB, Artes e literatura
cap. 2
Capítulo 2 – A mesa de Stein
A taberna mais movimentada de Auspiz, o “Hercovitz”, de propriedade do bielo-russo Sprach Hercovitz, recebia os mais variados tipos de pessoas: de políticos e tecnocratas a trabalhadores do campo e operários da construção civil. O político Stein, conhecido por sua audácia de superfaturar obras públicas e ser deposto em seis meses de mandato, freqüentava o “Hercovitz” atrás de aliados para uma possível nova candidatura. Em sua mesa, o banqueiro Kramer, o freqúentador de cabarés Strom e o deputado Stanley. - Então Stanley, conte pros nossos amigos nossas pretensões. Stanley assoprou com a boca vazia, ajeitou a barriga, que era grande, e disse calmamente: - Me aliei a Stein porque acho que, devido à sua habilidade, ele pode favorecer nossa província. É bom que saibam que só temos a ganhar... - Vou ser assessor parlamentar de Stanley e tenho negócios para vocês... O banqueiro Kramer arreganhou os olhinhos gorduchos, desconfiado; já o boêmio Strom ficou excitado, esfregando as mãos. Enquanto conversavam, o boêmio Strom olhava para uma garçonete de corpo proporcional – nádegas e seios grandes, ancas largas, lábios grossos. Sempre que ela passava, com a bandeja cheia de canecas de cerveja, ficava olhando, imaginando um jeito de falar com ela. Até que, uma hora em que veio à sua mesa, perguntou: - A que horas larga, meu bem? - Às quatro – disse ela, tímida. A reunião dos quatro não deu resultado: Kramer achou o valor da obra absurdo; Strom não entendeu muito bem o que estava acontecendo, só pensava na garçonete e Stanley tentou dissuadir Stein, tinha medo.
Escrito por Evandro Fávaro às 11h18
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aqui começa o romance Noêmia
20 de dezembro de 2.004 São Caetano do Sul
Noêmia
Capítulo 1 – a chegada
A vida estava adormecida na neve. O frio era intenso. Nos cumes austríacos, o sol despontava. Era a vida que voltava, aos poucos, devagarinho. Noêmia sabia disso quando abriu a janela naquela fria manhã de inverno. Sabia que a vida era ela. Ela era o sol, que penetra na pele e traz energia aos ossos. Era planta, que começa numa pequena semente e, aos poucos, torna-se ao sair de si mesma; verdadeiro girassol que busca a luz, o alimento da vida. A pequena e movimentada cidade onde vivia, estava em grande alvoroço. Aproximava-se o natal e as pessoas acordavam cedo para ir às compras. As ruas do centro estavam lotadas de hávidos compradores que passeavam pelas lojas em busca de presentes como móveis, brinquedos, utensílios domésticos, jóias, bijuterias, livros e outros objetos. Os funcionários das lojas tiravam a neve das calçadas, enquanto as pessoas disputavam com as carruagens espaço nas ruas. Na agência dos correios, tinha-se que esperar muito para se postar uma carta. Todos queriam dar suas felicitações à parentes, amigos e familiares. O contínuo, como todos os dias, estava encarregado de entregar os telegramas. Um deles endereçava-se a Noêmia. Chegou no portão e gritou: - Dona Noêmia, telegrama! Ninguém respondeu. Noêmia lavava o rosto numa bacia de louça e não escutou. - Dona Noêmia! - Oi! E correu, tropeçando na camisola – Já vou! Assinou o telegrama e perguntou: - De quem é? - É de um tal de Dr. Herrfort, da Alemanha. Noêmia assinou e correu pra dentro, por causa do frio.
“Noêmia: Quando seu pai esteve na Alemanha, trabalhei com ele na construção de estradas de ferro. Preciso ir à Auspiz cuidar de negócios. Pretendo vê-la pois seu pai me era muito caro. Peço que me receba. Meus cumprimentos. Herrfort Hasdierrf”
Noêmia ficou pensativa: “o que será que ele quer?”
Aos 25 anos, Noêmia morava com uma ama, Eleanor Años – uma espanhola de 70 anos que cuidava dela desde pequena. Os pais de Noêmia, Marie e Von Karl, foram migrantes por toda a Europa. Ela o acompanhava enquanto ele construía estradas de ferro, empregado de várias companhias férreas. Noêmia perdeu o pai quando era um feto de 7 meses: sua mãe morreu no parto. Ficou a ama, que sempre esteve com eles. O governo federal deixou pensão para a filha. O dinheiro foi administrado por uma tia, irmã de sua mãe, até atingir a maioridade. Quando passou a cuidar de sua própria vida, Noêmia não visitou mais a tia. Até a visita de Herrfort, só visitara Milão, no norte da Itália. Costurava para aumentar o orçamento doméstico.
Escrito por Evandro Fávaro às 19h06
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Escrito por Evandro Fávaro às 18h45
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Universal in door
Ele é simpático e bem apessoado. Mas quem o vê hoje, com 24 anos de idade, não imagina que foi pastor da Igreja Universal do Reino de Deus com apenas 17 anos. Fábio Antonio Sales de Andrade, encarregado de estoque, tem muita história para contar sobre os bastidores da Universal.
Fábio nasceu em lar evangélico mas ingressou na Igreja Universal em 1.991, em Jaboatão da Serra, cidade pertencente à grande Recife, Pernambuco. Em 97, Fábio recebeu sua indicação para o cargo de pastor. “Um pastor reparou que eu era ‘bom vendedor’ e me indicou”, conta.
As técnicas de atração de fiéis da Igreja Universal foram o que decepcionaram Fábio, o motivo que o fez sair da igreja. “Minha igreja tinha que atingir uma meta de 10 mil reais mensais, se não atingisse, nós éramos xingados e humilhados”, lembra, sem rancor. O jovem pastor chegou a arrecadar 9 mil por mês. “Às vezes eu ia chorando para a sede”.
Para se obter o dinheiro, Fábio explica que usavam a técnica dos demônios. “Mostrávamos as pessoas possuídas e colocávamos medo na platéia, assim eles davam dinheiro para não serem atingidos pelo mal”, rememora. Outra maneira é, no dizer de Fábio, “chorar as pitangas”: “você diz que a igreja não tem como pagar pela sua infra-estrutura, que só um milagre de fé pode resolver o problema. As pessoas ficam aflitas e dão dinheiro”, explica. “Nenhum membro pode saber quanto uma igreja rende”.
Apesar de ganhar de mil a mil e 400 reais por mês Fábio deixou a Universal. “Eles diziam para as pessoas que seus pedidos de oração iriam ser levados para o Monte Sinai, em Israel, que nada, eram queimados atrás da igreja”. Mas a gota d’água veio mesmo quando percebeu que “pastores comunicativos, que geravam lucros, eram remanejados de igreja quando cometiam adultério.”
Quando Fábio começou a denunciar as desmazelas que via, foi acusado de estar possuído por demônios e saiu.
Escrito por Evandro Fávaro às 17h54
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Figuraça !
Conta o nosso querido Sérgio Cabral, em sua monografia sobre a vida de Pixinguinha, talvez o caso mais pitoresco do livro:
Certa vez, o mestre voltava de madrugada para casa. Ia de ônibus. No caminho do ponto até o lar, três sujeitos o abordaram. Eram assaltantes. “Passa o relógio e a carteira, tio”.
Quando Pixinguinha passou-lhes os objetos, um deles o reconheceu: “Mas é o seu Pixinguinha! Vamos devolver tudo!”. Os outros não queriam, mas, contrariados, devolveram os pertences do grande músico. Pixinguinha, então, calmamente, disse: “Vocês não querem ir em casa, tomar uma cerveja?”. Os três aceitaram.
Ao chegar em casa, Pixinga tirou garrafas de cerveja da geladeira e fritou um resto de carne assada para tira-gosto. Conversou com os bandidos até o amanhecer, quando resolveram partir. Antes de irem embora, o autor de Carinhoso ainda perguntou: “Vocês não precisam de um dinheirinho, não?”. Não quiseram. Partiram.
O Pixinguinha era mesmo uma figura!
Escrito por Evandro Fávaro às 13h26
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Um certo Antonio
Chovia muito. Apesar das intensas preocupações, brincava, de capa e guarda-chuva, pisando com força nas poças. “Amanhã vou ter de fazer as compras do mês e não tenho dinheiro”, e chuáá, chutava uma poça. O guarda-chuva rodopiando. “Como vou pagar o aluguel este mês?”, e chuáá, lá se ia outra poça. “Estou devendo pro seu Manuel há três meses”, e pimba, encharcava as barras italianas da calça de tergal. Era uma criança alegre.
Mas as noites eram de muito trabalho: boate Zoom, cabaré das flores, salão de baile Associação Carioca, clube de bairro Amigos de Copacabana, Chique Star, Evanescence, castelo de dona Emíla, dona Eduarda, dona Fernanda. Não, ele não era gigolô, era pianista, músico da noite. Horas e horas de improvisos harmônicos e melódicos, devaneios sobre as teclas. E muitas, muitas canções: para Luíza, Lígia, Ana Luíza, Maria. Músicas aos montes, feitas em complexas harmonias, algo diferente, novo, talvez com ares de Debussy. Mas sua admiração era pelo Vila-Lobos. Seu ar de imponente maestro, cabeleira desgrenhada de gênio da música, piteira na boca em eterno equilíbrio, assim como o equilíbrio da fusão de músicas folclóricas, populares, com música erudita. Vila era um deslumbre! Um desbunde! Um dia, quando ganhasse mais dinheiro, iria fumar charuto de piteira também. Igualzinho ao Vila!
Metido no meio artístico, visto por artistas. O poeta o viu tocar. Gostou. Chamou-o para fazer a trilha sonora de uma peça, uma história grega ambientada no Brasil. Ficou alegre, era o poeta, o embaixador que o chamava.
No dia do encontro, não se conteve. Terno novo, unhas aparadas, cabelo bem penteado, aliás, vasta cabeleira. Tudo para aquela grande oportunidade.
O poeta explicou-lhe tim tim por tim tim o que queria, o enredo da peça, como deveriam ser as músicas. Explicou tudo e o jovem pianista, depois de escutar atento, perguntou, com simplicidade:
- Mas tem um dinheirinho nisso aí?
- Como é mesmo seu nome, meu rapaz ? – retrucou o poeta.
- Antônio Carlos Brasileiro de Almeida Jobim, mas me chamam de Tom Jobim.
Vinícius de Moraes abanou a cabeça, decepcionado, e exclamou:
- Hnnn, se todos fossem iguais à você...
A música “Garota de Ipanema”, parceria de Tom e Vinícius, é a segunda mais tocada em todo o mundo, só perde para “Yesterday”, dos Beatles.
Escrito por Evandro Fávaro às 22h23
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IMPORTANTÍSSIMO!!!!!
Leia, vale apena perder um tempinho para ficar por dentro do que esta acontecendo com nosso Brasil.
IMPORTANTE - Pelo BRASIL
Para entrar em Roraima ou Amazonas, nós brasileiros já precisamos de licença dos americanos.
Veja o relato de um visitante sobre Roraima:
"As duas semanas em Manaus foram interessantes para conhecer um Brasil um pouco diferente, mas chegando em Boa Vista (RR) não pude resistir a fazer um relato das coisas que tenho visto e escutado por aqui".
Conversei com algumas pessoas nesses três dias, desde engenheiros até pessoas com um mínimo de instrução.
Pra começar, o mais difícil de se encontrar por aqui é roraimense. Pra falar a verdade, acho que a proporção de um roraimense para cada 10 pessoas é bem razoável.
Tem: gaúchos, cariocas, cearenses, amazonenses, piauienses, maranhenses e por aí vai.
Portanto, falta uma identidade com a terra.
Aqui não existem muitos meios de sobrevivência. Ou pessoa é funcionária pública (e aqui quase todo mundo é, pois em Boa Vista se concentram todos os órgãos federais e estaduais de Roraima, além da prefeitura é claro) ou a pessoa trabalha no comércio local ou recebe ajuda de programas do governo. Não existe indústria de qualquer tipo.
Pouco mais de 70% do território roraimense é demarcado como reserva indígena. Portanto restam apenas 30%, descontando-se os rios e as terras improdutivas (que são muitas) para se cultivar aterra ou para a localização das próprias cidades.
Na única rodovia que existe em direção ao Brasil (liga Boa Vista a Manaus, cerca de 800km) existe um trecho de aproximadamente 200km (reserva indígena Waimiri Atroari) por onde você só passa entre 6:00 da manhã e 6:00 da tarde. Nas outras 12 horas a rodovia é fechada pelos índios (com autorização da FUNAI "e dos americanos") para que os mesmos não sejam incomodados. Detalhe, você não passa se for brasileiro. Os acessos são livres aos americanos, europeus e japoneses.
Desses 70% de território indígena, diria que em 90% dele ninguém entra sem uma grande burocracia e autorização da FUNAI. Mais um detalhe: americanos entram na hora que quiserem. Se você não tem uma autorização da FUNAI, mas tem dos americanos, então você pode entrar. A maioria dos índios fala a língua nativa; além do inglês ou francês, mas a maioria não sabe falar português.
Dizem que é comum na entrada de algumas reservas encontrarem-se hasteadas bandeiras americanas ou inglesas.
É comuns se encontrar por aqui americanos "nerds" com cara de quem não quer nada, que veio caçar borboleta e joaninha e catalogá-las, mas no final das contas, pasmem, se você quiser montar uma empresa para exportar plantas e frutas típicas como cupuaçu, açaí, camu-camu, etc, medicinais, ou componentes naturais para fabricação de remédios, pode se preparar para pagar "royalties" para empresas japonesas e americanas, que já patentearam a maioria dos produtos típicos da Amazônia.
Por três vezes repeti a seguinte frase após ouvir tais relatos: "É, os americanos irão acabar tomando a Amazônia...".
E em todas elas ouvi a mesma resposta em palavras diferentes. Irei reproduzir a resposta de uma senhora simples que vendia suco e água na rodovia próxima de Mucajaí:
"Irão não, meu filho, tu não sabe, mas tudo aqui já é deles, eles comandam tudo. Você não entra em lugar nenhum porque eles não deixam. Quando acabar essa guerra aí eles virão pra cá, e vão fazer o que fizeram no Iraque,quando determinaram uma faixa para os curdos onde iraquiano não entra. Aqui vai ser a mesma coisa."
A dona é bem informada, não?
O pior é que, segundo a ONU, o conceito de nação é um conceito de soberania e as áreas demarcadas têm o nome de nação indígena. O que pode levar os americanos a alegarem que estarão libertando os povos indígenas.
Fiquei sabendo que os americanos já estão construindo uma grande base militar na Colômbia, bem próximo da fronteira com o Brasil, numa parceria com o governo colombiano, com o pseudo-objetivo de combater o narcotráfico.
Por falar em narcotráfico, aqui é rota de distribuição, pois essa "mãe" chamada Brasil mantém suas fronteiras abertas e aqui tem estrada para as Guianas e Venezuela.
Nenhuma bagagem de estrangeiro é fiscalizada, principalmente se for americano, europeu ou japonês, pois "isso pode causar um incidente diplomático".
Dizem que tem muito colombiano traficante virando venezuelano, pois na Venezuela é muito fácil comprar a cidadania venezuelana por cerca de 200 dólares.
Pergunto inocentemente às pessoas: Por que os americanos querem tanto proteger os índios?
E a resposta é absolutamente a mesma: "porque as terras indígenas, além das riquezas animais e vegetais, da abundância de água, são extremamente ricas em ouro (encontram-se pepitas que chegam a serem pesadas em quilos), diamante, outras pedras preciosas, minério e nas reservas norte de Roraima e Amazonas, ricas em PETRÓLEO".
Parece que as pessoas contam essas coisas como que num grito de socorro a alguém que é do sul.
Como se eu pudesse dizer isso ao Presidente ou alguma autoridade do sul que vá fazer alguma coisa.
É, pessoal, saio daqui com a quase certeza de que em breve o Brasil irá diminuir de tamanho.
Acorda, Brasil!
Assustador, não? Onde está a nossa imprensa que se cala sobre essa invasão à nossa (ainda) Amazônia?
Por que as autoridades se calam? Não precisa responder, eu você e eles sabemos muito bem o motivo.
Que vergonha! Divulgue por favor, esta mensagem.
Escrito por Evandro Fávaro às 21h43
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o toma lá, dá cá
Julguem por vocês mesmos. A monografia do jornalista Sérgio Cabral, “Pixinguinha, vida e obra”, conta que, na primeira metade da década de 40 Pixinguinha amargou ostracismo em decorrência do álcool, precisamente da cachaça. Na época, estava comprando sua casa a prestação. Trabalhava pouco e bebia muito, ou seja, não conseguia pagar as prestações em dia, ia perder a casa. O flautista e compositor Benedito Lacerda, vendo a situação do “amigo” (já explico porque as aspas, e julguem os colegas se ela é necessária ou não) resolveu ajudá-lo. Benedito gozava de muito prestígio nas gravadoras e editoras musicais, especialmente na irmãos Vitale . Aqui, transcrevo: “Benedito obteve da Vitale, a título de adiantamento, a liberação do dinheiro suficiente para o amigo ficar em dia com o pagamento das prestações da casa e conseguiu da RCA Victor um contrato para gravação de 25 discos (...). Em troca, passaria a ser autor de todos os choros que gravassem, mesmo os compostos por Pixinguinha quando Benedito nem sonhava em ser um profissional da música(...).”
Certo ou errado, a verdade é que Benedito era um esperto negociante. Na minha opinião, apesar de sua “cara de pau”, Benedito não estava errado, afinal, uma mão lava a outra. Em suma, Pixinguinha pagou sua casa com direitos autorais, né gente ?
- Pixinguinha, nesta época, não trocou a flauta pelo sax só por exigência de Benedito. Surgiram vária versões, mas o mestre deu a sua, depois de muito insistirem, já que não explicava o porquê do ocorrido. Vejam que curioso (a citação está na monografia de Sérgio Cabral): “(...)Um dia, cismei que não tocava mais como queria. Comecei a ter medo. Medo de que notassem os defeitos que eu notava na minha execução. Tempos depois, vi uma imagem de São Francisco de Assis falando aos peixes, que botavam as cabecinhas fora das ondas para ouvir o santo. Pensei: ‘Pixinga, você já tocou num navio e os peixes não botaram a cabecinha de fora. Você precisa aprender mais flauta Pixinga!’ Parei com medo de ficar doido.”
Escrito por Evandro Fávaro às 23h54
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TRIBUTO AO MAIOR ESCRITOR
À tardinha, o sol bate suave na varanda. Entra ! Pode entrar ! A casa é sua ! O quê? Não, seu moço, aqui não é a Academia Brasileira de Letras, nem a União Brasileira dos Escritores. Não. Aqui é casa de gente simples, humilde mesmo, que pra se fazer ouvir precisa de um computador e modem. Precisa montar um diário virtual. Mas vamos deixar de conversa fiada e se sente, fique à vontade. Quer um café? Gostei de sua camisa, é colorida como nossa terra brasilis, colorida como as mangas que enfeitam as mangueiras e outras frutas que tem lá no seu quintal. Pensa que eu não sei é? Aqui também tem frutas. Aliás, é fruta ou fruto? Porque na casa com varanda com quintal de sua imaginação o que mais tem é árvore frutífera dando fruto. Talvez o maior deles seja aquela morena bonita, ou, pra usar uma das tantas palavras que marcam sua escrita, doirada. Aquela lá ! Aquela que se amaziou com o turco da venda e depois o traiu. Ela não morava naquela cidade baiana onde se planta cacau? Ah, eu bem sabia! É verdade, arroz doce só é gostoso com cravo e canela vai bem na canjica. Cravo e Canela. Aliás, acho que a morena tinha cor de canela. Como é que diz a música daquele negão mesmo, aquele que tem uma voz divina. Ah! É isso mesmo! “Morena, quem temperou a cor de canela?”. Mas ela é só um personagem? Não diga isso, você mesmo escreveu que a verdade se esconde no fundo do poço ao contar a história daquele velho marinheiro... Aquele que viveu extraordinárias aventuras em mares e terras distantes. Mas o que eu não me esqueço mesmo é a luta dos operários comunistas em São Paulo contra a ditadura de Getúlio. Naquela época, só havia liberdade nos subterrâneos, os muros eram de pedras e o negro Doroteu morreu, mas não vamos esquecer nunca mais o som de sua gaita de boca. E a Lívia ? Coitada ! Sempre com medo que o mar fosse tragar seu homem. Essa sua história virou até novela de televisão, mas eu acho que o mar é vivo mesmo. E o ABC da Teresa? Que mulher forte aquela, hein amigo ? Lutou contra a peste, arrumou amor no Sergipe e foi violentada quando ainda adolescente. Mulher de fibra. Acho que é coisa de nordestina, como dizia outra música. “Paraíba masculina, mulher macho sim senhor”. E por aí vai, compadre. Quantos bordéis, raparigas, coronéis, rábulas, bardos, juízes, delegados, correligionários, políticos, homens do povo, fofoqueiros. Quantos... Vejo no seu olhar perdido no tempo a saudade de todos eles. Se você pudesse, começaria tudo de novo, hein? Você não vale o que come mesmo. Já vai ? Fica mais um pouco! Toma outro café! Porque aqui na casa Brasil, Jorge, aqui você vai ser sempre amado
Escrito por Evandro Fávaro às 21h12
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Os Oito Batutas e o preconceito
Os oito batutas e o preconceito
Há pouco tempo publiquei um texto sobre discriminação racial. Pois bem, vejam só o que aconteceu com o grupo os Oito Batutas - grupo musical da primeira metade do séc. XX no qual tinha por componentes o mestre Pixinguinha, Nélson Cavaquinho e Donga que tocava sambas, choros, maxixes, valsas, etç. Em 1922 os batutas viajaram para Paris. No grupo havia 4 pretos (Donga, China (irmão de pixinguinha) Nelson Cavaquinho e Pixinguinha). É claro que boa parte da imprensa elogiou o talento dos garotos que representariam nosso país no velho e desenvolvido mundo. Não preciso publicar trechos destes escritos. Mas vejam o que parte da imprensa achou, como relata a monografia de Sérgio Cabral sobre Pixinguinha: Escrito de A. Fernandes, publicado no Diário de Pernambuco "Seja como for, o boulevard vai se ocupar de nós. Não do Brasil de Artur Napoleão, de Osvaldo Cruz, de Rui Barbosa, de Oliveira Lima, não do Brasil expoente, do Brasil elite, mas do Brasil pernóstico, negróide e ridículo e de que la chanson oportunamente tomará conta”. Jornal do Comércio, do cronista S. “oito, aliás nove pardavascos que tocam violas, pandeiros e outros instrumentos rudimentares”. Instrumentos rudimentares !? Gente, o choro é um gênero de música sofisticado, de difícil execução, e os Oito Batutas foram chamados de rudimentares ? Pixinguinha foi chamado de rudimentar ! Autor de músicas como “Rosa”, “Essa vida é um buraco”, “Um a zero” e outras de difícil execução. Tão difícil que por muito tempo elas só eram tocadas pelo seu compositor. Só Benedito Lacerda sucederia Pixinguinha, muitos anos mais tarde à esse evento. E o homem sendo chamado de rudimentar só porque era preto. É mole ? É mole mas sobe ! Abraços
Escrito por Evandro Fávaro às 22h29
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Gente:
Ë isso aí. Me formei ano passado em jornalismo e, desde que tive um surto psicótico há três anos, nunca mais arrumei emprego. Nesses últimos 3 meses mandei mais de 300 currículos e não recebi chamado nem para uma entrevista ! Nem uma entrevistinha sequer ! Se alguém precisar de um jornalista ou de um professor secundário de sociologia, filosofia ou português, me contate. Para vocês se divertirem selecionei alguns trechos desta reportagem de José Arbex Jr. sobre o governo Lula. Esse Lula aí, de terno e gravata, abaixando a cabeça pro capital estrangeiro e gerando recessão e desemprego no país. É por culpa dele que eu e vocês estamos na merda ! Enjoy it the text !
“(...) Claro, ninguém quer uma guerra civil no país. Mas há quanto tempo ela já existe de fato ? Morrem, por ano, cerca de 40 mil brasileiros, como resultado da violência; para a ONU, a situação de guerra civil fica caracterizada com 15 mil mortes violentas anuais. Apenas nos onze primeiros meses do governo Lula, foram assassinados 71 trabalhadores rurais, segundo a Comissão Pastoral da Terra (aliás, quase o dobro do que o registrado no mesmo período do ano passado e o mais elevado desde 1.991, quando ocorreram 54 mortes). Os fazendeiros armam milícias, a elite anda em carros blindados e monta serviços paramilitares, os pobres se organizam em gangues. A guerra civil está aí, por todos os lados. (...)
Ou então ler que o Partido Bolchevique, que “tomou o poder e não apenas o governo” na Rússia, em 1.917, foi burocratizado e transformado em seu oposto – isto é, um partido reacionário – por Stálin, após uma longa luta interna que promoveu os militantes cinzentos, a custo da expulsão e do assassinato de seus melhores dirigentes. Aliás, uma das primeiras providências adotadas por Stálin, logo após a tomada do poder, foi a abertura do partido para todos que quisessem entrar, sem levar em consideração o passado do candidato (como faz o PT agora). A idéia era “inflar” o partido com novos integrantes, muito interessados em carreira política e nada na revolução, para abafar a influ6encia da “velha guarda radical”. Naquela época, como no PT agora, cultivar a memória era perigoso.
Uma coisa, dizia, é ler isso tudo nos livros de história. Outra, bem diferente, é presenciar os fatos bem diante do nariz, envolvendo gente conhecida (obviamente, em outras proporções políticas e circunstâncias históricas). É como ser obrigado a visitar um museu de cera, onde os seres representados são estranhamente familiares. Triste ironia: durante os três anos que vivi em Moscou, fiz questão absoluta de não passar pela múmia de Lênin, ícone maior da vitória de Stálin, agora, somos obrigados a ver o próprio PT transformado em mausoléu povoado de múmias. E viva a governabilidade.”
E o grafite pintou na história da arte.
O pintor Basquiat, de Nova York, na velha Roma. Não precisa ser artista plástico para imaginar a situação. Os politizados romanos escreviam mensagens de protesto nos muros e construções da cidade eterna. Nascia o grafite: pintura esquecida nas ruínas do maior império da antiguidade e que só apareceria 1.470 anos depois em Nova York, metrópole do atual império mundial: Estados Unidos. Seguindo os passos da modernidade, esta maneira de mostrar as reflexões e sentimentos deixou de ser feita a carvão, em seus primórdios, e passou a ser feita com tinta expelida por sistema de spray, na atualidade.
Grafite é um termo derivado de uma palavra italiana no plural: graffiti. O singular é graffito. Uma boa razão para a origem da expressão no plural é a consciência coletiva de cidadania dos habitantes de Roma.
Na década de 1.980, mãos que trabalhavam para sair de existências cinzas manipulavam sprays para fazer belas obras coloridas. Eram integrantes de gangues do bairro novaiorquino Bronx, sem reconhecimento por causa de suas situações sociais.
O grafite coloriu o mundo acadêmico das artes quando artistas como Keith Haring descobriram a modalidade. A pintura a spray que valorizou a maior metrópole do mundo vestia fraque. Ativista e homossexual assumido que morreu de AIDS em 1.990, com apenas 32 anos, Haring delineou seu destino ao abrir uma loja que comercializava roupas com estampas de seus desenhos. Ganhou fama internacional.
Como Jean-Michel Basquiat. A história deste pintor tem os mesmos contornos da história do grafite. De origem humilde, negro, Basquiat fazia sua arte nas periferias de Nova York. O maior representante da PopArte, Andy Warhol, foi a ponte que levou a vida de Jean-Michel do periférico Bronx para o elegante Manhattan.
A vida de Basquiat passou tão veloz como um metrô, em que ele costumava escrever suas mensagens. O mundo dependia de seu trabalho, como ele da heroína: morreu de overdose com menos de 30 anos.
Evandro Fávaro
Objetivo:
Cargos jornalísticos de repórter, redator ou editor
Experiência Profissional:
- ABC Jornal do Povo – semanário de São Caetano do Sul
Tempo de trabalho: de janeiro de 1.998 à novembro de 1.998
Cargo: Repórter estagiário
Tarefas que executava: confecção de reportagens na área geral.
Exemplo: série de reportagens sobre soluções que as administrações públicas do ABC apresentam para os problemas da região.
- Pão de Açúcar
Tempo de trabalho: de dezembro de 1.998 à abril de 1.999
Cargo: redator estagiário
Tarefas que executava: redação de informes publicitários dirigidos à corporação; relações públicas do jornal interno da empresa e execução de serviços burocráticos.
Prefeitura do Município de Mauá – assessoria de imprensa
Tempo de Trabalho: de maio de 1.999 à fevereiro de 2.001
Cargo: repórter estagiário do Jornal de Mauá
Tarefas que executava: confecção de matérias sobre educação, saúde, cultura esportes, entre outros assuntos; confecção diária de clipping.
- Ghost Writer de Cleofas Uchôa, presidente da Associação Brasileira de Telecomunicações, Telebrasil; Membro do Conselho Consultivo da Anatel – Agência Nacional de Telecomunicações.
Formação acadêmica
Umesp - Universidade Metodista de São Paulo
Curso: jornalismo
Período de estudo:1.997/2.000
Aprovado com nota 9,5 no trabalho de conclusão de curso. Tema: samba e malandragem
Tarefas complementares:
Edição do informativo eletrônico Poliedro, revista de cultura geral.
Exemplo dos assuntos: história, astronomia, sociologia, entre outros.
Endereço: www.poliedro.kit.net
Colaboração com as revistas eletrônicas Página 21 e Multarte
Endereços: www.página21.com.br / www.multarte.com.br
Encontrando-me
Endereço: travessa Regina Oneda, 79 – bairro Santa Paula
São Caetano do Sul – SP CEP 09541- 040
Telefone: (011) 4227-5796 4229-2075
E-mail: favaroevandro@zipmail.com.br / favaroevandro@bol.com.br
Escrito por Evandro Fávaro às 17h17
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Vejam só que texto chocante !
“ SESSÃO 72ª
- Eu sou preto. Meu pai é preto. Minha mãe é branca.
Sabe o que é isso, cara ? Eu sou preto. Preto ! Em qualquer lugar do mundo minha mãe é branca. Ela, é branca. Eu, seu filho, preto. Cara, eu odeio meu pai. Ele, é preto.
Eu odeio cheiro de preto, cabelo de preto, boca de preto, bunda de preto. Está me entendendo ! Odeio. A culpa é dele. Se sou preto é porque ele é preto. E não há nada que eu possa fazer. Minha mãe sofre, cara, porque eu sou preto e ela sabe que eu sofro. Ele, o meu pai, também sofre porque sabe que eu sofro por ser preto cara, isto não tem mais jeito. É definitivo, cara. Ser preto é ser preto ! Você não sabe o que é ser preto, sabendo que eu poderia ser branco como minha mãe. Cara, eu não posso andar no shopping com a minha mãe. Ela é branca e eu sou preto. As pessoas olham. Parece que eu sou adotado. Só porque eu sou preto e ela é branca. Odeio namorar menina branca, cara, todo mundo olha. Odeio namorar menina preta também. Eu sou filho de uma mulher branca. Cara, eu odeio feijoada, samba, futebol e tudo o que é coisa de preto. Eu odeio a Bahia, lá só tem preto. Tenho terror de macumba, que só podia mesmo ser coisa de preto. Não tem nada que preste que seja preto. Inclusive eu mesmo. Sou preto. Tição, urubu, preto.
É o que eu vejo...”
Paulo Lemos
Escrito por Evandro Fávaro às 20h10
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Welcome the my history. Thanks !
Caroline’s history
“Is better life anything be happy”
Chico Buarque
The 11: 00 a.m., Caroline still sleep. In your big room, low- necked with comfortable armchair and very rugs, just listen your light resound. A resound of pure peace. A peace bringed by satisfaction of be who been. And betimes the reader will know who is Caroline.
Sudden, your mother enter in the room, but slow for don’t wake up way abrupt. “Daughter” – say short for the ear – “is hour of wake up, you have class of english today.”
The words “class” and “english” mixture for the her dreams but, the means is perceive and Caroline feel a happy, a intense happy because liked much of studing english.
In the direction of a big industry, the father of Caroline make effort for obtain execute the promise have. Is a big shareholder of business and, how say the americans, “time is money”. The her family travell two times for year for the exterior, in vacation; they the clohtes vest be make in big seamster or buy of famous stories; they frequent expensive and famous restaurants; they make thousands courses for perfect your know; we have the best library of the region where live, with aproximatily of 20 thousands books; they live in district more noble of the city, in a confortable house with numberless rooms, there of other regals.
Caroline nor incommode in be mulct for the rout amount to arrive language’s school in time, no tardy. But, when arrive, discover your teacher still don’t be yonder. Past some minutes, a functionary inform the teacher Brian cannot to be present at class in that day. Caroline feel a shiver ascending for the her body. Her muscles stretch. Is rage for cannot study english. Then think: “I don’t saty here with rage, go arrange a way of estudy”. Pass whole the hour of class speaking with a her friend in the english language. Reader, Caroline resolved two problems with one just attitude: don’t lose time (because time is money, how say her father) and divert, because learn english, for she, is divert.
Our personage is of fragile complexion. One time, she is driving back some place where divert, and the tire her car perforation. Feel a sensation of profundity frustation. Unfasten a sigh and relax the shoulders because, sincerility, don’t knew make. She don’t fisic strong for make the change of the tire and no there anybody place fuell near for functionary make the service. More one time, Caroline have care herself. She lock the car and exit, abated, walking until the post more near. How don’t knew where did stay the post, question to sympathetic lady passed for there. The lady teached because going for same direction. While the long course, she calm because of talk of the lady. She was of this people count much historys and make the other smile and cry in a litlle time.
When she back to the car, next to functionary, was her time speak (at once like much of this). Thus, face the problem with tranquility.
In other occasion, Carol need of silence for study. Happen your neighbour of the side also estudy...drums ! Was bad ! She call three times for his house and ask stop the noise. He alleged just have that time for estudy and, for this, don’t stop. Result: Carol calm and, with delicacy, call the police. All right, was been three hours o’clock pm and the neighbour don’t was infringing the silent’s law, but the police intimidate.
When this did happen for the second time, the police resolved don’t appear. Allege can’t make nothing because the noise mam don’t was been transgression nobody norm. Who change the hour of study was been Caroline, resolve listen music for don’t listen the disease neighbour. There resolve the problem, passed listen a drums play good !
And thus, our personage live very good, thanks ! But, how say Caetano Veloso, “the life is real and sloping !”. One day, happened a tragedy in the life of Caroline: she suffer an accident and stay paralytic. No ! Don’t stay with rage me, this also can happen our !
END 1
Caroline entered in depression because just move the neck. Don’t desired more estudy, court, travell, read, write, eat, espeak with friends, promenad, and other things. Get thin, debilitate same. Untill one day, alone in home, in the kitchen, open the gas and die asphyxiated. Thus finish the history of Carol, a girl liked live.
END 2
Caroline entered in depression because just move the neck. And now ? How resolve the problem ? Just a miracle, but neither always God be disposable. And Carol continued neither can move. Begined frequent people’s reunion also stay paralytics. Beyond, see the peoples suffer same way how suffer. She don’t be alone. Beyond, learn also the peoples reorganize your lifes of way how can and obtain pleausre, although all sorrow. So reflected: “don’t is this I make untill stay paralytic ? Resolve the troubles of way how it can resolved. And passed paint and play piano with mouth; your first book was been topsail your life, how worked the radical change happen in her existence. Although of rich, the book good vend and she earn more money yet. Was been unhappy for rest her days because, there die of old age, don’t move more. But was been happy too !
Escrito por Evandro Fávaro às 21h18
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contos educativos
Galera:
Vou escrever várias histórias e quero a opinião de vocês. A intenção é publicar um livro com elas e as opiniòes.
Abraços
22 de janeiro de 2.004
Leia a história e escolha um final. Qual final você prefere ? Por quê ?
A história de Carolina
“É melhor viver do que ser feliz”
Chico Buarque
Às onze horas da manhã, Carolina ainda dormia. Em seu amplo quarto, decorado com confortáveis poltronas e abundância de tapetes, só se escutava seu leve ressonar. Um ressonar de pura tranqüilidade. Uma paz trazida pela satisfação de ser quem era. E logo o leitor saberá quem é Carolina.
Súbito, sua mãe entra no quarto, mas devagar para não acordá-la de maneira brusca.
“Filha” – diz baixinho ao seu ouvido – “são horas de acordar, você tem aula de inglês hoje.”
As palavras “aula” e “inglês” misturam-se aos seus sonhos mas, o significado delas é apreendido e Carolina sente um frenesi, uma alegria intensa pois gostava muito de estudar inglês.
Na diretoria de uma grande indústria, o pai de Carolina desdobra-se para conseguir pôr em dia o número de compromissos que tem. É acionista majoritário da empresa e, como dizem os americanos, o “tempo é dinheiro”. Não é à toa que sua família viaja duas vezes por ano ao exterior, em férias; que as roupas que vestem são feitas em grande costureiros ou compradas de lojas de renome; que freqüentam restaurantes caros e famosos; que fazem miríades de cursos para aperfeiçoarem seus conhecimentos; que possuem a maior biblioteca da região onde moram, com cerca de 20 mil livros; que moram no bairro mais nobre da cidade, numa confortável casa de inúmeros cômodos, entre outras regalias.
Carolina nem se incomoda em ser multada ao correr tanto para chegar à escola de línguas em tempo, sem atraso. Mas, quando chega, descobre que seu professor ainda não está lá. Passados alguns minutos, um funcionário avisa que o professor Brian não poderá comparecer à aula naquele dia. Carolina sente um calafrio subindo pelo seu corpo. Seus músculos se retesam e sua cabeça ferve. É ira por não poder estudar Inglês. Então pensa: “em vez de ficar aqui com raiva, vou arrumar uma maneira de estudar”. Passa todo o horário da aula conversando com uma amiga sua na língua inglesa. Leitor, Carolina resolveu dois problemas com uma só atitude: não perdeu tempo ( pois tempo é dinheiro, como diz seu pai) e se divertiu, pois aprender inglês, para ela, é diversão.
Nossa personagem é de frágil compleição. Certa vez, estava dirigindo voltando de algum lugar onde, com certeza, procurava se divertir, e o pneu de seu carro furou. Uma sensação de profunda frustração a tomou. Soltou um suspiro e arriou os ombros pois, sinceramente, não sabia o que fazer. É que ela não tinha força física para fazer a troca do pneu e não havia nenhum posto de gasolina perto para que um frentista fizesse o serviço. Mais uma vez, Carolina teve que virar o jogo com suas próprias forças. Trancou o carro e saiu, abatida, caminhando até o posto mais próximo. Como não sabia onde ficava, perguntou a uma simpática senhora que passava por ali. A senhora não apenas ensinou como ia para a mesma direção que Carol deveria ir. Durante o longo percurso, ela se acalmou por causa da conversa da senhora. Era dessas pessoas que desfiam um “rosário” de histórias e que fazem as outras rirem e chorarem em pouco tempo.
Voltando para o carro, junto com o frentista, foi sua vez de falar ( já que gostava muito disto). Assim, enfrentou o problema de cuca fresca.
Em outra ocasião, Carol precisava de silêncio para estudar. Acontece que seu vizinho do lado também estuda... bateria. Foi um inferno ! Ela ligou três vezes para a casa dele e pediu que parasse o barulho. Ele alegou que só tinha aquele tempo para estudar e, por isso, não ia parar. Resultado: Carol se acalmou e, com delicadeza, chamou a polícia. Tudo bem que eram três horas da tarde e o vizinho não estava infringindo a lei do silêncio, mas a polícia intimidou-o.
Quando isto aconteceu pela segunda vez, a polícia resolveu não aparecer. Alegaram que não podiam fazer nada pois o barulhento não estava transgredindo nenhuma regra. Quem mudou o horário de estudo foi Carolina, que resolveu escutar música para não ouvir o incômodo vizinho. Além de resolver o problema, passou a escutar uma bateria bem tocada !
E assim nossa personagem vivia muito bem, obrigado ! Mas, como diz o Caetano Veloso, “a vida é real, e de viés !”. Um dia aconteceu uma tragédia na vida de Carolina: ela sofreu um acidente e ficou tetraplégica. Não ! Não fique com raiva de mim, isso também pode acontecer conosco ! Não é mesmo ?
FINAL 1
Carolina entrou em depressão pois só movia o pescoço. Não quis mais estudar, namorar, viajar, ler, escrever, comer, falar com os amigos, passear, entre outras coisas. Emagreceu, definhou mesmo. Até que um dia, sozinha em casa, na cozinha, abriu o gás e morreu asfixiada. Assim termina a história de Carol, uma menina que gostava de viver.
FINAL 2
Carolina entrou em depressão pois só movia o pescoço. E agora ? Como sair dessa ? Só um milagre, mas nem sempre Deus está disponível. E Carol continuou sem poder se mover. Começou a freqüentar reuniões de pessoas que também ficaram paralíticas. Lá, viu que muitos sofriam da mesma maneira como sofria. Ela não estava só. Lá, aprendeu também que as pessoas reorganizavam suas vidas da maneira como podiam e que conseguiam obter prazer com isso, apesar de todo o sofrimento. Então refletiu: “não é isso que eu fiz até ficar paralítica ? Resolver os problemas da maneira como eles podem ser resolvidos ?”. E passou a pintar e tocar piano com a boca; seu primeiro livro foi sobre sua vida, como trabalhou a mudança radical que ocorreu em sua existência. Apesar de rica, o livro vendeu bem e ela ganhou mais dinheiro ainda. Foi infeliz pelo resto de seus dias pois, até falecer de velhice, não se moveu mais. Mas foi feliz também !
Escrito por Evandro Fávaro às 14h17
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Welcome stranger !
Welcome ! I hope anything you like my blog. Here, i write about popular music brazilian (pmb), arts and literature. Here you will know about brazilian's literature and other things of the my country. But write also about history of the world and about literature in generic. Will translate brazilians poems and texts for you ! Thank you for visit and enjoy it !
Embrace
Escrito por Evandro Fávaro às 15h39
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